mano penalva

(Salvador, Brasil, 1987), vive e trabalha em São Paulo, Brasil.

O trabalho de Mano Penalva parte do estudo da Cultura Material, mudanças de comportamento e efeitos da globalização. Sua produção é deliberadamente não-representativa, permitindo que os materiais ditem a forma e se unam por conta própria a partir de um desejo de existirem no mundo. O artista explora a poesia obtida pelo deslocamento dos objetos de seu contexto cotidiano, trabalhando com diferentes mídias como pintura, fotografia, escultura e instalação. Ao criar os trabalhos, subverte o valor dos objetos do cotidiano, propondo novos agrupamentos estéticos a partir da relação das estratégias de venda do varejo e das suas experiências de coleta.

O processo de Mano Penalva envolve seu interesse pela antropologia e formação cultural, que se materializa nessa urgência em se apropriar de artigos comuns encontrados e adquiridos na rua e mercados populares. Sendo assim, pode-se reconhecer uma quebra de fronteiras e uma linguagem  globalizada a partir da natureza dos materiais e objetos que compõem seus trabalhos, seja na apropriação de uma iconografia nacional familiar ou na justaposição desta à outras iconografias de diversas partes do mundo, subvertendo os valores e significados originais e costurando discursos de cunho sócio-filosóficos que são evidenciados pelas formas dos objetos criados.

Seu trabalho traz reflexões sobre o caráter dos objetos, como eles transitam pelo mundo, as relações de troca e acordos comerciais entre países. Eles adquirem diferentes camadas de significados quando utilizados por diferentes culturas, impactando na formação dos costumes de uma sociedade. Mano realça com seus trabalhos a ideia que a exponencial proliferação de objetos e imagens não se destinam a treinar a percepção ou a consciência, mas insistem em fundir-nos com eles.

Entre as exposições individuais estão: Acordo, Central Galeria, texto Juliana Monachesi, (São Paulo, Brasil, 2019); Hasta Tepito, B[X] Gallery, curadoria Julie Dumont, (Brooklyn, NY, 2018); Requebra, Frederic de Goldschmidt Collection, curadoria Julie Dumont (Bruxelas, Bélgica, 2018); TRUK(ə), Soma Galeria, curadoria Josué Mattos (Curitiba, PR,  2018); Proyecto para Monumento, Passaporte Cultural, curadoria Yunuen Sariego (Cidade do México, MX, 2017); Andejos, Museu de Arte de Ribeirão Preto, com texto crítico de Olivia Ardui (Ribeirão Preto, SP, 2017); Estado Sul, Camelódromo, curadoria Franck Marlot (Porto Alegre, RS, 2017); Balneário, Central Galeria, com texto crítico de Bernardo Mosqueira (São Paulo, SP, 2016); Deslocamento, Qual Casa, com texto crítico de Tarciso Almeida (São Paulo, SP, 2015), como parte do projeto Mesmo Lugar do Jardim do Hermes. 

Entre exposições coletivas que participou estão: What I really want to tell you..., Atchugarry Art Center, Curadoria Jeniffer Inacio ( Miami, 2019); 24º Salão Anapolino de Arte, (Anápolis, GO, 2019); RECIPES FOR A B_R_Z_L_ ?, Spring Break/UN Plaza, Curadoria: Tatiane Santa Rosa/AnnexB (New York, 2019); DEVANIR, HELENIRA, ZULEIKA, VLADIMIR, Duas Galerias, Curadoria: Wagner Nardy, (Belo Horizonte, MG, 2019); Bienal das Artes, SESC Distrito Federal, Curadoria Enock Sacramento (Brasília, DF, 2018); Ser, Habitar e Imaginar, Concrete Space, Curadoria Adriana Herrera (Miami, EUA, 2018); Blockchain/Alternative barter: a new method of exchange?, B[x] Gallery, curadoria Pia Coronel (Brooklyn, Ny, 2018); O Maravilhamento das Coisas, Galeria Sancovisky, curadoria Julie Dumont (São Paulo, SP, 2018); A Bela e a Fera, Central Galeria, curadoria Leda Catunda (São Paulo, SP, 2017);  Hecha la ley, hecha la trampa, Hangar, curadoria Maykson Cardoso (Barcelona, BCN, 2017); As coisas se escoram tortas, Divisão de Artes Plásticas da Uel, curadoria Danilo Villa e Ricardo Basbaum (Londrina, PR, 2017);  Área,  Espaço Saracura, curadoria Omar Porto (Rio de Janeiro, RJ, 2017); Comensais, Projeto A MESA, curadoria Maykson Cardoso (Rio de Janeiro, RJ, 2016); Secretaria Insegurança Pública, SAO Espaço de Arte, curadoria Caroline Carrion (São Paulo, SP, 2016); 41º SARP - Salão de Arte de Ribeirão Preto, Museu de Arte de Ribeirão Preto (Ribeirão Preto, SP, 2015); Arranjos, SAO Espaço de Arte, com texto crítico de Mariana G. Leme (São Paulo, SP, 2016); Simphony of Hunger: Digesting FLUXUS in five moviments,  A PLUS A Gallery, curadoria September Collective (Veneza, IT, 2015); CONTRAPROVA, Paço das Artes, curadoria Hermes Artes Visuais (São Paulo, SP, 2015); 22º Salão de Praia Grande (São Paulo, 2015), 40º SARP - Salão de Arte de Ribeirão Preto, Museu de Arte de Ribeirão Preto (Ribeirão Preto, SP, 2015);  L’imaginaire de l’enfance, Cité Internationale des Arts, curadoria Carlotta Montaldo (Paris, FR, 2015); VIDI ARTE, Mirante do Avrão, curadoria Roberta Fernandes (Rio de Janeiro, RJ, 2014); Yf you see something, say something, Lot 45, curadoria Group BR (Brooklyn, NY, 2014). 

Entre as prêmios, bolsas e residências que participou estão: 26BY art residence - bruxelas, bélgica (2019), annexb - residência artística - nova york, eua (2018), penthouse art residence - residência artística - bruxelas, bélgica (2018), r.a.t - residência artística por intercâmbio cidade do méxico (2017), pop center - porto alegre, rs (2017), 41º sarp, salão de arte de ribeirão preto nacional-contemporâneo - museu de arte de ribeirão preto - ribeirão preto, sp (2016), conartist  - residência artística - nova york, eua (2014)

Entre as coleções públicas estão: Frédéric de Goldschmidt Collection - Bruxelas - Bélgica, PAT Art Lab - Augsburg - Alemanha, Acervo - MARP, Museu de Arte de Ribeirão Preto - Brasil, Acervo da Laje - Bahia - Brasil

cv

(Salvador, Brazil, 1987), lives and works in São Paulo, Brazil.

Mano Penalva documents the material culture, behavior changes and globalization. His artwork are deliberately nonrepresentational, allowing materials to dictate form and come together on their own. He holds a degree in Social Communication (PUC-RJ), where he also studied Social Sciences with an emphasis on Anthropology. He attended 6 years of free art courses at (EAV) Escola de Artes Visuais - Parque Lage.

The Mano Penalva process involves his interest in anthropology and cultural education, which materializes in this urgency to appropriate common articles found and purchased on the street, popular markets and travel to compose his own works. Thus, one can recognize a breakdown of frontiers into a globalized language proposed by the meeting of the materials used in the works, either in the appropriation of a national family iconography, or in the juxtaposition of it to other iconographies in different parts of the world, often subvert the values nd meanings and stitching social and philosophical discourses that are evidenced by the forms of created objects.

The artist explores the poetry obtained by the displacement of materials and objects from his everyday context, working with different media such as painting, photography, sculpture and installation. Its production includes appropriations, in which it develops a study of the common object inserted in the culture, realizing a long collection of articles found in the street and in popular markets. In creating the works, it subverts the value of everyday objects, proposing new aesthetic groupings based on the relationship of the retail sale strategies and their collection experiences.

His work brings reflections on the character of objects, how they transit the world, exchange relationships and trade agreements between countries. They acquire different layers of meanings when used by different cultures, impacting on the formation of the customs of a society. Mano emphasizes with his works the idea that the exponential proliferation of objects and images are not intended to train perception or consciousness, but insist on merging with them.

His solo exhibitions include: Acordo, Central Galeria, text Juliana Monachesi, (São Paulo, Brasil, 2019); Hasta Tepito, B[X] Gallery, curatorship Julie Dumont, (Brooklyn, NY, 2018); Requebra, Frederic de Goldschmidt Collection, curatorship Julie Dumont (Bruxelas, Bélgica, 2018); TRUK(ə), Soma Galeria, curatorship Josué Mattos (Curitiba, PR,  2018); Proyecto para Monumento, Passaporte Cultural, curatorship Yunuen Sariego (Cidade do México, MX, 2017); Andejos, Museu de Arte de Ribeirão Preto, text Olivia Ardui ( Ribeirão Preto, SP, 2017); Estado Sul, Camelódromo, curatorship Franck Marlot (Porto Alegre, RS, 2017); Balneário, Central Galeria, text Bernardo Mosqueira (São Paulo, SP, 2016); Deslocamento, Qual Casa, text Tarciso Almeida (São Paulo, SP, 2015), project Mesmo Lugar do Jardim do Hermes. 

His group exhibitions include:  What I really want to tell you..., Atchugarry Art Center, curatorship Jeniffer Inacio ( Miami, 2019); 24º Salão Anapolino de Arte, (Anápolis, GO, 2019); RECIPES FOR A B_R_Z_L_ ?, Spring Break/UN Plaza, curatorship Tatiane Santa Rosa/AnnexB (New York, 2019); DEVANIR, HELENIRA, ZULEIKA, VLADIMIR, Duas Galerias, curatorship Wagner Nardy, (Belo Horizonte, MG, 2019); Bienal das Artes, SESC Distrito Federal, curatorship Enock Sacramento (Brasília, DF, 2018); Ser, Habitar e Imaginar, Concrete Space, curatorship Adriana Herrera (Miami, EUA, 2018); Blockchain/Alternative barter: a new method of exchange?, B[x] Gallery, curadoria Pia Coronel (Brooklyn, Ny, 2018); O Maravilhamento das Coisas, Galeria Sancovisky, curatorship Julie Dumont (São Paulo, SP, 2018); A Bela e a Fera, Central Galeria, curatorship Leda Catunda (São Paulo, SP, 2017);  Hecha la ley, hecha la trampa, Hangar, curatorship Maykson Cardoso (Barcelona, BCN, 2017); As coisas se escoram tortas, Divisão de Artes Plásticas da Uel, curatorship Danilo Villa e Ricardo Basbaum (Londrina, PR, 2017);  Área,  Espaço Saracura, curadoria Omar Porto (Rio de Janeiro, RJ, 2017); Comensais, Projeto A MESA, curatorship Maykson Cardoso (Rio de Janeiro, RJ, 2016); Secretaria Insegurança Pública, SAO Espaço de Arte, curatorship Caroline Carrion (São Paulo, SP, 2016); 41º SARP - Salão de Arte de Ribeirão Preto, Museu de Arte de Ribeirão Preto (Ribeirão Preto, SP, 2015); Arranjos, SAO Espaço de Arte, text Mariana G. Leme (São Paulo, SP, 2016); Simphony of Hunger: Digesting FLUXUS in five moviments,  A PLUS A Gallery, curatorship September Collective (Veneza, IT, 2015); CONTRAPROVA, Paço das Artes, curatorship Hermes Artes Visuais (São Paulo, SP, 2015); 22º Salão de Praia Grande (São Paulo, 2015), 40º SARP - Salão de Arte de Ribeirão Preto, Museu de Arte de Ribeirão Preto (Ribeirão Preto, SP, 2015);  L’imaginaire de l’enfance, Cité Internationale des Arts, curadoria Carlotta Montaldo (Paris, FR, 2015); VIDI ARTE, Mirante do Avrão, curatorship Roberta Fernandes (Rio de Janeiro, RJ, 2014); If you see something, say something, Lot 45, curadoria Group BR (Brooklyn, NY, 2014). 

The awards, scholarships, and residencies in which he participated include: 26BY art residence - bruxelas, bélgica (2019), annexb - residência artística - nova york, eua (2018), penthouse art residence - residência artística - bruxelas, bélgica (2018), r.a.t - residência artística por intercâmbio cidade do méxico (2017), pop center - porto alegre, rs (2017), 41º sarp, salão de arte de ribeirão preto nacional-contemporâneo - museu de arte de ribeirão preto - ribeirão preto, sp (2016), conartist  - residência artística - nova york, eua (2014)

Public collections he is part of: Frédéric de Goldschmidt Collection - Bruxelas - Bélgica, PAT Art Lab - Augsburg - Alemanha, Acervo - MARP, Museu de Arte de Ribeirão Preto - Brasil, Acervo da Laje - Bahia - Brasil