carmézia emiliano: macunaíma é duwid / pinacoteca do estado de são paulo - pina estação
Carmézia Emiliano (Maloca do Japó, 1960) participa a exposição “Macunaíma é Duwid” na Pinacoteca de São Paulo (Pina Estação).
Com sua pintura “Fazendo redes” (2019), Emiliano integra a exposição coletiva que revisita criticamente a obra Macunaíma – o herói sem nenhum caráter, de Mário de Andrade, a partir de um conjunto artístico e documental do modernismo brasileiro, em diálogo com produções de artistas indígenas contemporâneos.
Com cerca de 100 itens, entre pinturas, gravuras, esculturas e documentos, a exposição conta com trabalhos de artistas e pensadores dos povos do norte do Brasil, integrantes das etnias Wapichana, Makuxi, Tauperan, Akawaio e Patamona. A obra de Mário de Andrade, que completa 100 anos em 2028, teria se inspirado em Duwid – força criadora do mundo nas tradições de diversos povos – para escrever Macunaíma, personagem que se consagrou como herói da literatura modernista.
Carmézia Emiliano é originária da etnia macuxi, povo de filiação linguística Karíb, que habita no território dividido entre a Guiana e o estado de Roraima, no Brasil. A artista iniciou sua produção dentro do campo da pintura na década de 1990 ao se mudar para Boa Vista onde a artista relata ter tido um grande impacto ao visitar pela primeira vez uma exposição de pinturas. Desde então, seu trabalho tem se baseado na retratação dos saberes de seu povo, nos rituais quotidianos de passagem de saberes coletivos e nos momentos de ensino das tecnologias ancestrais na aldeia. A exposição tem curadoria do artista e ativista indígena Gustavo Caboco com acompanhamento de Thierry Freitas.
carmézia emiliano: macunaíma é duwid
pinacoteca do estado de são paulo - pina estação
28.3–13.9.2026
são paulo, brasil
carmézia emiliano, fazendo redes, 2019. foto: abreu mubarac