gretta sarfaty: arte contemporáneo, 1975-presente, museu nacional centro de arte reina sofía
Gretta Sarfaty integra a exposição "Arte contemporáneo, 1975-presente" no Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofía, em Madrid, em cartaz a partir de 17 de fevereiro. A mostra, que ocupa todo o quarto andar do edifício Sabatini, traça um panorama dos últimos 50 anos, desde o fim da ditadura na Espanha até os dias atuais, apresentando uma seleção das coleções do museu.
O trabalho de Sarfaty incluído na exposição estabelece uma relação crítica entre corpo e liberdade. Sua prática artística desdobra-se como um gesto de reivindicação e autodescoberta, no qual a nudez, as ações e os limites do próprio corpo tornam-se suporte central para questionar convenções sociais, políticas e de gênero. Desse modo, a artista exerce uma liberdade radical, tanto em suas ações performáticas quanto na escolha de materiais e recursos para a produção de suas obras.
A produção artística de Sarfaty relaciona-se diretamente com os eixos centrais da coleção, pois é compreendida como um testemunho vivo dos processos de libertação das últimas décadas, dando voz a lutas pela autonomia, pela expressão identitária e pelo direito à diferença. Se o regime ditatorial reprimiu e silenciou corpos, a obra de Sarfaty os devolve à cena pública em toda sua potência afirmativa e questionadora.
Em “Transformações” (1976) Gretta Sarfaty empreende uma investigação estético-política por meio da deformação programática de sua imagem. Esta operação constitui um gesto crítico voltado à desestabilização das representações hegemônicas do feminino, questionando os regimes visuais que normatizam o corpo da mulher ao longo da história da arte.
Gretta Sarfaty: Arte contemporáneo, 1975–presente
17 fevereiro de 2026
Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofía
Madrid, Espanha
gretta sarfaty, transformações IX, 1976 [detalhe]. foto: cortesia da artista