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do que são feitos os dias
mar.
21
até 30 de mai.

do que são feitos os dias

21 mar - 30 mai 2026
texto crítico de guilherme tavares e yago toscano

  • Temporalidades dissonantes acentuam as relações, disparidades e convergências de “Do que os dias são feitos”. A exposição em comemoração aos dez anos da Central reúne um conjunto de trabalhos históricos e emergentes dos artistas representados para refletirmos sobre o percurso construído na última década, além de pensar o espaço expositivo constituído por temporalidades e agentes distintos — modo pelo qual acreditamos que a experiência em arte não se faz sozinha. Guilherme Tavares, diretor institucional da galeria e Yago Toscano, comunicador, pesquisador e curador independente, assinam o texto crítico da exposição.

    Participam da mostra Alexandre Nitzsche Cysne, Artur Barrio, Bruno Cançado, Carmézia Emiliano, C. L. Salvaro, Dora Smék, Érica Storer, Gabriela Mureb, Gretta Sarfaty, Lourival Cuquinha, Mariana Manhães, Ridyas e Sérgio Augusto Porto.

vistas da exposição

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sofia borges: ateliê, objeto mistério
nov.
13
até 7 de mar.

sofia borges: ateliê, objeto mistério

13 nov 2015 - 07 mar 2026

"o fogo, o fogo, o fogo, o lindo fogo. eu quero dizer a mímesis, o invisível, o manifesto, a tragédia, o fóssil, o teatro, o olho, a caverna, a cortina, o cristalino, o rasgo, o mistério e o resplandecente. eu quero dizer a fulgurosa luz matérica, o intenso brilhante metafísico, o ovo, a transparência infinita, o absoluto, o esplêndido ofuscante, o tempo espesso e o espelho inconsciente."

— sofia borges

  • A Central Galeria tem o imenso prazer de inaugurar a mais nova exposição individual da artista Sofia Borges, “ateliê, objeto mistério“, nesta quinta-feira, 13 de novembro. Essa é a primeira exposição da artista no Brasil desde o seu retorno de Nova Iorque.

    A poética do trabalho de Borges se desenvolve em torno da formação da imagem em suas diversas formas dentro do imaginário histórico-social geral e pessoal da artista. Seu trabalho retraça frequentemente linhas de resgate de ancestralidades por meio de materiais, como metais, rochas e minerais, assim como à figura da paleontologia, da mitologia, do teatro e da análise da figura humana, especialmente do rosto. O museu ocupa um espaço igualmente importante em sua pesquisa uma vez que ele se apresenta como um agente de reconfiguração eterno de imagens dentro da sociedade. 

    A exposição possui um formato híbrido entre exposição e ateliê em pleno funcionamento, instalado dentro da galeria, onde a artista continuará trabalhando durante a mostra. Obras de diferentes épocas apresentam diálogos persistentes dentro da pesquisa da artista, que provam um processo preambular de formação da imagem e da linguagem. Uma das peças centrais da mostra, o filme da artista, entrelaça narrativas poéticas com imagens de seu repertório. Fotografias de grande dimensão e pinturas feitas com pigmentos minerais, folhas de arroz de Kozo e veludo ocupam a galeria em uma grande associação de imagens e palavras.

    Nascida em Ribeirão Preto, SP, em 1984, Sofia Borges expôs no MoMA de Nova York e no Nottingham Contemporary no Reino Unido, além de ter sido artista curadora na 33a Bienal de São Paulo, a mais jovem artista da história da Bienal de São Paulo a participar do evento. A artista também foi contemplada com a Bolsa Iberê Camargo em 2010, o British First Book Award em 2016 e a Bolsa ZUM do IMS em 2017.

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gabriela mureb: cavalo-vapor
set.
2
até 1 de nov.

gabriela mureb: cavalo-vapor

  • 362 Rua Minas Gerais Higienópolis, SP, 01244-011 Brazil (mapa)
  • Google Calendar ICS

02 set - 01 nov 2025
texto de natália quinderé

  • A Central apresenta até 01 de novembro a individual de Gabriela Mureb, "Cavalo-vapor”. A exposição inaugura a nova sede da galeria, ocupando os dois andares do espaço com instalações, esculturas e um filme.

    “Crash” (2023) integra o corpo de trabalhos da mostra e será apresentado pela primeira vez no Brasil. Realizado por Mureb durante o programa de residência da Salta art o filme acompanha o processo de desmanche de um carro de teste no Centro de Desmontagem e Reciclagem da BMW, em Unterschleißheim, região metropolitana de Munique. As cenas que aparentemente registram caos e desordem, apresentam gestos cirúrgicos que dissecam o veículo para que se torne novamente matéria industrial, em um ciclo de morte e vida que ecoa a mecanização onipresente no mundo contemporâneo.

    Artista em destaque na Trienal do New Museum em 2021 e na 13ª Bienal do Mercosul em 2023, Gabriela Mureb elabora, em sua obra, ruídos entre corpo, objetos técnicos e máquinas, em trabalhos que se apresentam ora como sobreposições de engrenagens, ora como sistemas em funcionamento.

     “Mureb aprofunda sua pesquisa, por meio da mistura de materiais duros, moles, fluidos, térmicos, fumaça, ferrugem e graxa. A partir dessas montagens, a artista oferece experiências sensoriais aos espectadores, por meio do calor, do cheiro e dos ritmos maquínicos.” comenta a curadora, pesquisadora e artista Natália Quinderé, que assina o texto crítico da exposição.

  • (port)

    / texto

    (eng)

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