2025: minas gerais
2024
2023
2022
2022
curadoria patricia wagner
antonio manuel, avaf, camile sproesser, carmézia emiliano, cícero dias, #coleraalegria, felipe cohen, gustavo torrezan, guy veloso, lourival cuquinha & luciana magno, manauara clandestina, mano penalva, marcos bonisson, nilda neves, opavivará!, randolpho lamonier, santarosa barreto, thiago honório, vivian caccuri & gustavo von ha, yhuri cruz
2021
2021
curadoria guilherme wisnik
ana elisa egreja, bruno cançado, c. l. salvaro, candida höfer, carmela gross, clarissa tossin, cristiano mascaro, damián ortega, david batchelor, débora bolsoni, dora smék, fernanda fragateiro, frank thiel, frederico filippi, gretta sarfaty, josé carlos martinat, lais myrrha, luciano figueiredo, mano penalva, marcelo cidade, marcius galan, mauro piva, michael wesely, raphael escobar, ridyas, rodrigo sassi, sandra gamarra, sergio augusto porto, vivian caccuri
exposição realizada em parceria com a galeria leme
2020
2019
2018
2017: mourato coelho
2016
luiz carlos paulino: céu de concreto
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15 ago - 19 set 2026
texto crítico de lilia k. moritz schwarcz
luiz carlos paulino, janelas não se calaram no pátio da escuridão [detalhe], 2024. foto filipe berndt
luiz carlos paulino, janelas não se calaram no pátio da escuridão, 2024. foto filipe berndt
luiz carlos paulino, lotação máxima [detalhe], 2025. foto filipe berndt
luiz carlos paulino, lotação máxima, 2025. foto filipe berndt
luiz carlos paulino, entre grades e janelas do silêncio [detalhe], 2026. foto filipe berndt
luiz carlos paulino, entre grades e janelas do silêncio, 2026. foto filipe berndt
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A Central tem o prazer de apresentar “Céu de Concreto”, primeira exposição individual de Luiz Carlos Paulino (Bizil) na galeria, em cartaz de 15 de agosto a 19 de setembro. A mostra reúne três núcleos de obras que incorporam diferentes perspectivas da vida dos egressos da Casa de Detenção, integrando-as ao debate do programa anual da galeria – voltado aos tempos políticos e ao campo aberto da liberdade, da experimentação e da imaginação.
Luiz Carlos Paulino é sobrevivente do massacre do Carandiru (1992), uma das maiores barbáries da história do país. Em sua produção, transforma essa experiência em obra, dando forma à violência da ação policial que deixou 111 mortos, segundo dados oficiais. Entre representações do horror e dimensões imateriais e espirituais, suas obras denunciam a negação de direitos básicos, as violências do Estado e também afirmam sua sobrevivência como um milagre.
A exposição evidencia a pluralidade técnica da pintura de Paulino e a singularidade de uma obra que se afirma a partir de seu testemunho e liberdade: “A técnica de Luiz Paulino se destaca no conjunto das telas: o colorido preciso, o jogo entre primeiro e segundo plano, a perspectiva que faz as edificações parecerem cavernas, o jogo dos corpos que opõe subjugação e violência, a prepotência frente à humilhação. Trata-se, portanto, não apenas de um registro, mas de um projeto artístico que não abdica do lugar da denúncia e do testemunho – de lembrar de não esquecer”, escreve Lilia K. Moritz Schwarcz, que assina o texto crítico da mostra.
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vistas da exposição
ft [ph] filipe berndt
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alexandre nitzsche cysne: sonho de valsa
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15 ago - 19 set 2026
texto crítico de clarissa diniz
alexandre nitzsche cysne, refúgio [detalhe], 2026. foto filipe berndt
alexandre nitzsche cysne, refúgio, 2026. foto filipe berndt
alexandre nitzsche cysne, serenata II, 2026. foto filipe berndt
alexandre nitzsche cysne, serenata II [detalhe], 2026. foto filipe berndt
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A Central apresenta “Sonho de Valsa”, primeira exposição individual de Alexandre Nitzsche Cysne na galeria, em cartaz de 15 de agosto a 19 de setembro. Dedicada à produção recente que o artista vem desenvolvendo entre a França e o Brasil, a mostra reúne um conjunto de trabalhos criados a partir de objetos encontrados em seus trajetos e peregrinações. Recolhidos na paisagem urbana, esses materiais em desuso ganham uma sobrevida poética ao se integrarem a composições e assemblages de notável complexidade.
A mostra evidencia o compromisso estético-político das apropriações e dos deslocamentos que Cysne opera em seus trabalhos, cuja relação coreográfica – análoga à da valsa – instaura outras dinâmicas de convívio com os materiais, criando aproximações íntimas e encurtando distâncias que radicalizam suas diferenças políticas e sociais.
“Para Nitzsche, trazer os objetos de lá para cá – refazendo, de forma invertida, a travessia transatlântica – é tomar a arte como uma tecnologia epistemológica e política capaz de cobrar a dívida colonial que permanece impagável (Denise Ferreira da Silva). É nessa direção que seus objetos aqui aportam impregnados pela densidade do tempo, revelando cicatrizes, oxidações, desgastes. Eles não pertencem somente ao presente, mas reverberam outras temporalidades e vidas”, escreve Clarissa Diniz que assina o texto crítico da exposição.
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vistas da exposição
ft [ph] filipe berndt
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ft [ph] filipe berndt
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raphael escobar: maria
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15 ago - 19 set 2026
texto crítico de yago toscano
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A Central apresenta “Maria”, ocupação de Raphael Escobar, em cartaz na galeria de 15 de agosto a 19 de setembro. Integrada ao debate proposto pelo programa anual da galeria – voltado aos tempos políticos e ao campo aberto da liberdade, da experimentação e da imaginação –, a ocupação divide o espaço expositivo com as mostras individuais “Sonho de Valsa”, de Alexandre Nitzsche Cysne, e “Céu de Concreto”, de Luiz Carlos Paulino.
“Maria” trata-se do desdobramento de um projeto iniciado em 2025, durante residência artística no Centro de Arte Fundación María José Jove. Na ocasião, Escobar reuniu dez trabalhadores de profissões frequentemente invisibilizadas – como faxineiras, cozinheiros e técnicos – para formar um coral cuja sonoridade é composta por assobios, murmúrios e outros ruídos próprios de seus ambientes de trabalho.
Com texto crítico de Yago Toscano, a ocupação “integra um conjunto de práticas experimentais nas quais Escobar, aguerrido de um profundo interesse em tensionar as relações de classe e as dinâmicas que delas radicalmente decorrem, insere presenças e corpos marginalizados em contextos onde a neutralidade sociocultural propõe-se prevalecer, provocando tensões sutis que revelam os conflitos inerentes a esses espaços. Ao inserir pessoas em posição de desigualdade social como agentes de produção sensível e cultural, Escobar produz uma virada epistemológica, uma mudança de polaridade que redefine de onde e para quem se dirigem a sensibilidade, a cultura, a poética e suas sutilezas”.
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