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luiz carlos paulino: céu de concreto
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15 ago - 19 set 2026
texto crítico de lilia k. moritz schwarcz
luiz carlos paulino, janelas não se calaram no pátio da escuridão [detalhe], 2024. foto filipe berndt
luiz carlos paulino, janelas não se calaram no pátio da escuridão, 2024. foto filipe berndt
luiz carlos paulino, lotação máxima [detalhe], 2025. foto filipe berndt
luiz carlos paulino, lotação máxima, 2025. foto filipe berndt
luiz carlos paulino, entre grades e janelas do silêncio [detalhe], 2026. foto filipe berndt
luiz carlos paulino, entre grades e janelas do silêncio, 2026. foto filipe berndt
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A Central tem o prazer de apresentar “Céu de Concreto”, primeira exposição individual de Luiz Carlos Paulino (Bizil) na galeria, em cartaz de 15 de agosto a 19 de setembro. A mostra reúne três núcleos de obras que incorporam diferentes perspectivas da vida dos egressos da Casa de Detenção, integrando-as ao debate do programa anual da galeria – voltado aos tempos políticos e ao campo aberto da liberdade, da experimentação e da imaginação.
Luiz Carlos Paulino é sobrevivente do massacre do Carandiru (1992), uma das maiores barbáries da história do país. Em sua produção, transforma essa experiência em obra, dando forma à violência da ação policial que deixou 111 mortos, segundo dados oficiais. Entre representações do horror e dimensões imateriais e espirituais, suas obras denunciam a negação de direitos básicos, as violências do Estado e também afirmam sua sobrevivência como um milagre.
A exposição evidencia a pluralidade técnica da pintura de Paulino e a singularidade de uma obra que se afirma a partir de seu testemunho e liberdade: “A técnica de Luiz Paulino se destaca no conjunto das telas: o colorido preciso, o jogo entre primeiro e segundo plano, a perspectiva que faz as edificações parecerem cavernas, o jogo dos corpos que opõe subjugação e violência, a prepotência frente à humilhação. Trata-se, portanto, não apenas de um registro, mas de um projeto artístico que não abdica do lugar da denúncia e do testemunho – de lembrar de não esquecer”, escreve Lilia K. Moritz Schwarcz, que assina o texto crítico da mostra.
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