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do que são feitos os dias
mar.
21
até 30 de mai.

do que são feitos os dias

21 mar - 30 mai 2026

alexandre nitzsche cysne, artur barrio, bruno cançado, carmézia emiliano, c. l. salvaro, dora smék, érica storer, gabriela mureb, gretta sarfaty, lourival cuquinha, mariana manhães, ridyas e sérgio augusto porto

  • Reunindo treze artistas representados pela galeria — Alexandre Nitzsche Cysne, Artur Barrio, Bruno Cançado, Carmézia Emiliano, C. L. Salvaro, Dora Smék, Érica Storer, Gabriela Mureb, Gretta Sarfaty, Lourival Cuquinha, Mariana Manhães, Ridyas e Sérgio Augusto Porto —, a exposição “do que são feitos os dias” propõe uma reflexão sobre os diversos agentes que compõem o circuito da arte, ampliando o debate para além dos espaços expositivos. Há, com isso, a ambição de expandir as discussões sobre arte para além do “cubo branco”, estimulando a criação de uma rede de avizinhamentos contextuais entre artista, público, obra, espaço expositivo e os diversos sujeitos implicados nesse encontro.

    A lógica que orienta a sucessão linear dos acontecimentos tende a operar por exclusão: ao eleger uma narrativa contínua e progressiva, ela inevitavelmente relega ao esquecimento tudo aquilo que não se alinha a seus marcos previamente estabelecidos. Essa operação seletiva produz uma temporalidade vazada, constituída menos pelo que nela se inscreve do que por aquilo que se perde em seu decurso — gestos, obras e experiências cuja potência reside justamente em não se deixarem capturar por uma cronologia restritiva. Combater esse apagamento significa, portanto, reivindicar a coexistência de outros regimes de duração, nos quais as obras possam manter viva sua capacidade de interpelar o presente, preservando a densidade daquilo que resiste a se dissolver no fluxo contínuo do tempo.

    As relações de causalidade e finalidade, tradicionalmente apoiadas na concepção de um tempo histórico linear, por exemplo, já não parecem capazes de responder à complexidade da vida contemporânea — tampouco de formular as perguntas capazes de interrogar nossa inquietação diante de épocas marcadas por disjunções e descontinuidades, tanto no tempo quanto nas relações interpessoais. O esgotamento de uma visão unívoca do tempo, que reiterou o homogêneo e o contínuo, nos obrigou, contudo, a perceber a emergência de temporalidades estranhas — espiralares, avessas e fronteiriças — constituídas por narrativas plurais e polissêmicas. Diante disso, questionamos: como as produções em arte respondem à imprecisão deste momento? Ou seria justamente nessa imprecisão que a arte vem a acontecer?

    A coletiva reúne desde instalações e remontagens de obras históricas até produções ainda inéditas dos artistas representados. Se, por um lado, trabalhos de peso histórico revelam leveza e frescor, em sintonia com a atualidade, por outro, práticas ainda emergentes demonstram maturidade em suas narrativas plásticas e poéticas, sem perder força em seus discursos quando colocadas em diálogo com as obras históricas. Dissipa-se, assim, o sentido hegemônico em favor de temporalidades coexistentes, de convivências partilhadas e de existências paralelas, que aproximam modos de fazer e pensar, encurtando distâncias e relativizando fronteiras outrora tidas como irresolutas no sistema soberano da arte. A exposição reconhece que a solidez do caminho percorrido é proporcional — e se deve — à leveza das produções com as quais nos comprometemos. Diante dessa ambivalência, entre pontos de força e zonas de suavidade, tecem-se os caminhos possíveis para o futuro de nossas ações.

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