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luiz carlos paulino: céu de concreto
15 ago - 19 set 2026
texto crítico de lilia k. moritz schwarcz
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A Central tem o prazer de apresentar “Céu de Concreto”, primeira exposição individual de Luiz Carlos Paulino (Bizil) na galeria, em cartaz de 15 de agosto a 19 de setembro. A mostra reúne três núcleos de obras que incorporam diferentes perspectivas da vida dos egressos da Casa de Detenção, integrando-as ao debate do programa anual da galeria – voltado aos tempos políticos e ao campo aberto da liberdade, da experimentação e da imaginação.
Luiz Carlos Paulino é sobrevivente do massacre do Carandiru (1992), uma das maiores barbáries da história do país. Em sua produção, transforma essa experiência em obra, dando forma à violência da ação policial que deixou 111 mortos, segundo dados oficiais. Entre representações do horror e dimensões imateriais e espirituais, suas obras denunciam a negação de direitos básicos, as violências do Estado e também afirmam sua sobrevivência como um milagre.
A exposição evidencia a pluralidade técnica da pintura de Paulino e a singularidade de uma obra que se afirma a partir de seu testemunho e liberdade: “A técnica de Luiz Paulino se destaca no conjunto das telas: o colorido preciso, o jogo entre primeiro e segundo plano, a perspectiva que faz as edificações parecerem cavernas, o jogo dos corpos que opõe subjugação e violência, a prepotência frente à humilhação. Trata-se, portanto, não apenas de um registro, mas de um projeto artístico que não abdica do lugar da denúncia e do testemunho – de lembrar de não esquecer”, escreve Lilia K. Moritz Schwarcz, que assina o texto crítico da mostra.
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vistas da exposição
alexandre nitzsche cysne: sonho de valsa
15 ago - 19 set 2026
texto crítico de clarissa diniz
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A Central apresenta “Sonho de Valsa”, primeira exposição individual de Alexandre Nitzsche Cysne na galeria, em cartaz de 15 de agosto a 19 de setembro. Dedicada à produção recente que o artista vem desenvolvendo entre a França e o Brasil, a mostra reúne um conjunto de trabalhos criados a partir de objetos encontrados em seus trajetos e peregrinações. Recolhidos na paisagem urbana, esses materiais em desuso ganham uma sobrevida poética ao se integrarem a composições e assemblages de notável complexidade.
A mostra evidencia o compromisso estético-político das apropriações e dos deslocamentos que Cysne opera em seus trabalhos, cuja relação coreográfica – análoga à da valsa – instaura outras dinâmicas de convívio com os materiais, criando aproximações íntimas e encurtando distâncias que radicalizam suas diferenças políticas e sociais.
“Para Nitzsche, trazer os objetos de lá para cá – refazendo, de forma invertida, a travessia transatlântica – é tomar a arte como uma tecnologia epistemológica e política capaz de cobrar a dívida colonial que permanece impagável (Denise Ferreira da Silva). É nessa direção que seus objetos aqui aportam impregnados pela densidade do tempo, revelando cicatrizes, oxidações, desgastes. Eles não pertencem somente ao presente, mas reverberam outras temporalidades e vidas”, escreve Clarissa Diniz que assina o texto crítico da exposição.
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vistas da exposição
raphael escobar: maria
15 ago - 19 set 2026
texto crítico de yago toscano
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A Central apresenta “Maria”, ocupação de Raphael Escobar, em cartaz na galeria de 15 de agosto a 19 de setembro. Integrada ao debate proposto pelo programa anual da galeria – voltado aos tempos políticos e ao campo aberto da liberdade, da experimentação e da imaginação –, a ocupação divide o espaço expositivo com as mostras individuais “Sonho de Valsa”, de Alexandre Nitzsche Cysne, e “Céu de Concreto”, de Luiz Carlos Paulino.
“Maria” trata-se do desdobramento de um projeto iniciado em 2025, durante residência artística no Centro de Arte Fundación María José Jove. Na ocasião, Escobar reuniu dez trabalhadores de profissões frequentemente invisibilizadas – como faxineiras, cozinheiros e técnicos – para formar um coral cuja sonoridade é composta por assobios, murmúrios e outros ruídos próprios de seus ambientes de trabalho.
Com texto crítico de Yago Toscano, a ocupação “integra um conjunto de práticas experimentais nas quais Escobar, aguerrido de um profundo interesse em tensionar as relações de classe e as dinâmicas que delas radicalmente decorrem, insere presenças e corpos marginalizados em contextos onde a neutralidade sociocultural propõe-se prevalecer, provocando tensões sutis que revelam os conflitos inerentes a esses espaços. Ao inserir pessoas em posição de desigualdade social como agentes de produção sensível e cultural, Escobar produz uma virada epistemológica, uma mudança de polaridade que redefine de onde e para quem se dirigem a sensibilidade, a cultura, a poética e suas sutilezas”.
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rebu
13 jun - 01 ago 2026
ensaio crítico de yago toscano
alberto lamback, alice yura, almeida da silva, amanda fahur, ana matheus abbade, ana paula sirino, anthony mazza, asmahen jaloul, cicero silva, conativo, deni lantz, gabriel roemer, jean deffense, joão nascimento, kuenan mayu, luís teixeira, luiz carlos paulino, luiza lukah, mari ra, nati canto, olivia lacerda, samara paiva, silia moan, thany sanches, thiago gonçalves e victoria serednicki
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“Rebu” reúne 26 artistas e parte da ideia de fervor, diante do qual as poéticas, pesquisas e processos apresentados desafiam a estrutura do espaço da galeria, abrindo-o a interferências que desorientam suas dinâmicas implícitas e trazem para a discussão uma iniciativa de outra natureza narrativa, com outros contornos, que agita o modo como o espaço de uma galeria funciona ou é visto.
Composta por trabalhos que têm a pintura como suporte ou como questão, a coletiva evidencia o interesse da galeria em investigar novas poéticas, formar repertório para um novo público e manter-se atenta ao que acontece para além do circuito estabelecido da arte. “A ideia de ‘Rebu’ surge, assim, como um movimento que aposta no encontro e na fricção entre as pesquisas para criar um espaço onde as distintas investigações em arte funcionem como gesto crítico, arejando os combinados que costumam regular o convívio, a legitimação e a visibilidade dentro do circuito artístico”, escreve Yago Toscano que assina o texto da exposição. -
vistas da exposição
do que são feitos os dias
21 mar - 30 mai 2026
texto crítico de guilherme tavares e yago toscano
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Temporalidades dissonantes acentuam as relações, disparidades e convergências de “Do que os dias são feitos”. A exposição em comemoração aos dez anos da Central reúne um conjunto de trabalhos históricos e emergentes dos artistas representados para refletirmos sobre o percurso construído na última década, além de pensar o espaço expositivo constituído por temporalidades e agentes distintos — modo pelo qual acreditamos que a experiência em arte não se faz sozinha. Guilherme Tavares, diretor institucional da galeria e Yago Toscano, comunicador, pesquisador e curador independente, assinam o texto crítico da exposição.
Participam da mostra Alexandre Nitzsche Cysne, Artur Barrio, Bruno Cançado, Carmézia Emiliano, C. L. Salvaro, Dora Smék, Érica Storer, Gabriela Mureb, Gretta Sarfaty, Lourival Cuquinha, Mariana Manhães, Ridyas e Sérgio Augusto Porto.
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vistas da exposição